4ª CEST reúne cerca de 400 pessoas no Fiesta

Mais de 400 pessoas, estiveram presentes, em 23 de julho, primeiro dia da 4ª Conferência Estadual de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora da Bahia (4ªCEST) no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador.

Mais de 400 pessoas, entre representantes de classe e delegados de nove macrorregiões da Bahia estiveram presentes, hoje, em 23 de julho, primeiro dia da 4ª Conferência Estadual de Saúde do Trabalhador e Trabalhadora da Bahia (4ªCEST) no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador.

O encontro acontece até 25 de julho e tem o objetivo de avaliar a situação e políticas de saúde dos trabalhadores. Atualmente, segundo a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, do Controle Social do SUS, no Brasil, os problemas mais comuns vividos pelos trabalhadores brasileiros são os acidentes de trabalho, acidentes no trajeto do trabalho, principalmente no que se refere ao trabalhador rural, e acidentes em máquinas. Segundo ela, a falta de registros sobre a saúde do trabalhador tem dificultado a atuação do Sistema Único de Saúde. “É preciso que os profissionais, médicos, por exemplo, façam esse registro. Muita coisa melhorou com a implantação dos Centros de Referências Especializados em Saúde do Trabalhador (Ceres’t), mas precisamos discutir muita coisa ainda”, conta Socorro.

De acordo com o coordenador geral de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Jorge Machado, o pensar em melhorias para os Programas de Saúde do trabalhador é fundamental para a implantação de boas políticas. “Tem que regular as ações do profissional de saúde. Com os conselhos e entidades próximos é mais fácil identificar as falhas e construir novas propostas”, disse Machado.

Importância do SUS

Desse encontro, que voltou a ocorrer na Bahia depois de nove anos, vão sair propostas para a Agenda de Saúde, que defende, inclusive, o SUS para todos. “É preciso colocar na agenda propostas de SUS público, universal, integral e de qualidade. Normalmente o movimento sindical discute sobre reajustes de plano de saúde para os trabalhadores, mas deve discutir, sobretudo, o SUS. Tem de se pensar em melhores políticas para esse sistema”, completa Ronald Ferreira dos Santos, presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar).