Salvador é onde mais se compra alimentos em farmácias

Segundo pesquisa publicada no jornal Correio, 97% dos soteropolitanos acham importante ou muito importante a presença do farmacêutico nas drogarias

11/04/13

 

Para 85% dos baianos, as farmácias são vistas como mini-mercados, lojas de cosméticos ou loja de conveniência, diz pesquisa realizada pelo Datafolha e publicada pelo jornal Correio nesta terça-feira (9). Ainda de acordo com o jornal, 97% dos soteropolitanos acham importante ou muito importante a presença do farmacêutico nas drogarias.

 

Refrigerante, sorvete, sandália, bola de futebol, calcinhas, balas e biscoitos: todos os itens listados são possíveis de se encontrar nas farmácias de Salvador. Esses e mais alguns, tão inusitados quanto. Enquanto para o dicionário Aurélio, farmácia é o “estabelecimento onde se preparam e vendem medicamentos”, para o baiano é o estabelecimento onde também se preparam e vendem medicamentos.

Para 85% da população, as farmácias são vistas como mini-mercados, lojas de cosméticos ou loja de conveniência, segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha/ICTQ – Pós Graduação para Farmacêuticos em 12 capitais brasileiras. Apenas 15% dos entrevistados disseram enxergar as drogarias como um estabelecimento de saúde.

Salvador também é a capital onde mais se consome alimentos e bebidas nas farmácias. Segundo o levantamento, 14% dos soteropolitanos compram esse tipo de produto nas drogarias, o dobro da média nacional, que é de 7%. Outros 38% disseram comprar cosméticos e 25% produtos de higiene pessoal. A capital baiana também é onde a população menos compra remédios nesses estabelecimentos: 82%, contra 88% da média nacional.

A pesquisa também mostrou que os produtos que mais chamam atenção nas farmácias de Salvador ainda são os medicamentos, com 55% das respostas. Em seguida, vêm os cosméticos (21%), produtos de higiene pessoal (18%) e alimentos e bebidas (6%). Não há nenhuma referência a bolas de futebol ou calcinhas.

Em outro item, 97% dos soteropolitanos disseram achar importante ou muito importante a presença de um farmacêutico nas drogarias. A pesquisa ouviu 1,8 mil pessoas em 12 capitais brasileiras, três delas do Nordeste: Salvador, Recife e Fortaleza. Segundo o diretor executivo do ICTQ, Marcus Vinicius Andrade, as entrevistas foram feitas de forma aleatória, em lugares de grande fluxo de pessoas.

 

Nota do Sindifarma: É importante lembrar que, de acordo com a RDC 44 de 2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em vigor desde fevereiro de 2010, a venda em drogarias e farmácias deve ser restrita a medicamentos, cosméticos, produtos de higiene pessoal, plantas medicinais e alimentos específicos para dietas especiais. O comércio de produtos não relacionados nesses estabelecimentos é proibido.

 

Fonte: Correio (http://www.correio24horas.com.br/); por Priscila Chammas – texto editado.